
Criptomoeda criada pela empresa Ripple tem como objetivo principal facilitar transferências de dinheiro entre países de forma rápida, barata e eficiente, mas estava sob escrutínio da SEC como valor mobiliário

XRP é uma criptomoeda criada pela empresa Ripple, que tem como objetivo principal facilitar transferências de dinheiro entre países de forma rápida, barata e eficiente.
Além disso, algumas pessoas compram XRP como investimento, apostando no crescimento do uso da tecnologia da Ripple no futuro. E é aí que a cripto se envolveu em uma disputa judicial com a Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos Estados Unidos).
Assim como todas as criptos, com exceção do bitcoin, o entendimento da SEC é que a XRP é um valor mobiliário e, portanto, está operando irregularmente no mercado americano, sem seguir a legislação do mercado de capitais do país.
Em julho do ano passado, a Ripple recebeu parecer contrário ao entendimento da SEC, em uma derrota que abriu caminho para fortalecer o lobby das empresas criptonativas na briga para tirar do radar do regulador os questionamentos sobre a natureza desses tokens.
Mas mesmo com a decisão judicial, o imbróglio não se dissipou. O plot twist veio com a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e sua promessa de afrouxar a regulamentação sobre o mercado cripto.
E o trampolim para a forte valorização da XRP aconteceu no dia 21 de novembro, quando o presidente da SEC, Gary Gensler, anunciou sua saída, agendada para 20 de janeiro, quando Trump toma posse.
De lá para cá, a cripto saltou 130%, passando de US$ 1,23 para uma máxima no período de US$ 2,82. É bom ponderar que, com esse preço baixo, a variação percentual é potencializada.
No acumulado dos últimos 30 dias, a valorização chega a quase 400%.
No Brasil, a XRP já foi mais atrativa. Segundo dados da Receita Federal, em setembro, foram transacionados R$ 55 milhões, em cerca de 105 mil operações. Os números são muito inferiores ao período de auge da cripto, entre 2020 e 2021, quando chegou a registrar mais de 1 milhão de operações, girando R$ 3 bilhões, em determinados meses.
Como a XRP funciona?
Imagine que você quer enviar dinheiro para outra pessoa em outro país. Normalmente, você teria que usar o sistema bancário tradicional, que pode ser lento (demorar dias) e caro (com taxas altas de câmbio e serviços). A Ripple usa a tecnologia blockchain para resolver esse problema, funcionando como um “atalho” digital para movimentar valores entre diferentes moedas e países.
Por exemplo: você envia reais, o sistema converte para XRP, e no destino, ela é convertida na moeda local, como dólares ou euros, em uma operação que leva apenas alguns segundos.
Ao contrário do bitcoin (BTC), a XRP não foi criada para substituir dinheiro, mas para melhorar a infraestrutura de pagamentos globais.
A Ripple, emissora da XRP, trabalha em parceria com bancos e instituições financeiras ao redor do mundo, o que dá à moeda uma aplicação prática no mercado financeiro.